O filho da garra
Benfica

O filho da garra


"Símbolo de força, velocidade e abnegação, Álvaro Magalhães formou com Chalana aquela que terá sido a melhor asas esquerda de sempre do futebol português.

A expressão 'um jogador à Benfica' vem de longe e todos a interpretamos de forma idêntica, sem ser preciso um dicionário de gíria.
Álvaro Magalhães é seguramente um daqueles a quem assenta como uma luva. Quem o viu nos anos 80 desbravar o corredor esquerdo do nosso clube e da Selecção Nacional guardou na memória um arraial de momentos 'à Álvaro', também traduzíveis por 'à Benfica'.
Força, velocidade, abnegação. Álvaro era isto. Trabalhava perfeito de trás para a frente. Com Fernando Chalana a completá-lo, era o motor de arranque daquela que terá sido a melhor de arranque daquela que terá sido a melhor asa esquerda de sempre do futebol português e uma das melhores do futebol mundial.
Um terror. Chalana e Álvaro. Álvaro e Chalana. Às arrancadas do lateral, carburadas a todo o gás, correspondia o 'Pequeno Genial' com piques e fintas mirabolantes, que acabavam quase sempre a matar.
Na Selecção era igual. Ponto supremo o Europeu de 1984, disputado em França. Num quarteto defensivo de pendor tripeiro, ao lado de João Pinto, Lima Pereira e Eurico, defrontou a Espanha, a Alemanha e a Roménia, até ao duelo de má sorte - uma meia final frente aos gauleses que ficou na memória como um dos melhores jogos de sempre da competição. Álvaro atrás. Chalana à frente.
Chegado à Luz na época de 1981/1982, para integrar a equipa recém-campeã nacional aos comandos do húngaro Lajos Baroti, cedo se revelou como atleta de garra, pronto a discutir um lugar ao sol. Nomes grandes como os de Pietra, Veloso, António Bastos Lopes e Humberto Coelho - sem descurar os de Frederico, Alberto Bastos Lopes e Laranjeira - não o amedrontaram.
Foi ganhando o seu espaço à medida que Baroti, primeiro, e Eriksson, depois, lhe reconheceram os méritos. Época em cheio teve-a em 1983/1984, ao conquistar, na qualidade de totalista, aquele que seria, até à data presente, o nosso último bicampeonato.
Nas competições europeias viveu a ribalta com sabor agridoce, ao jogar perdulariamente as finais de Taça UEFA 1982/1983 (1.ª mão) e da Taça dos Clubes Campeões Europeus 1987/1988.
Fez a sua última época pelo Sport Lisboa e Benfica em 1989/1990, tendo-se despedido com quatro títulos no campeonato nacional e outros tantos na 'Taça'.
Defenderia ainda as cores do Estrela da Amadora e do Leixões. Depois de pendurar as botas, em 1993/1994, iniciou a carreira de treinador. Em 2003/2004 regressou ao Benfica na qualidade de adjunto, ao lado do técnico espanhol José António Camacho, e conquistou a Taça de Portugal. Na época seguinte, foi o braço direito do italiano Giovanni Trapattoni rumo ao título nacional, arredado há nove épocas. Logo depois iria embora. A chorar por dentro, com o Benfica na alma. Como diria o Jobim: 'Coisas que só o coração pode entender...'

Álvaro Monteiro Magalhães
Nascido em Lamego a 3 de Janeiro de 1961
Álvaro representou o Sport Lisboa e Benfica entre 1981/1982 e 1989/1990. Conquistou quatro Campeonatos Nacionais, quatro Taças de Portugal e uma Supertaça. Fez 330 jogos pelo clube e 20 pela Selecção Nacional."

Luís Lapão, in Mística



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